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DELICIA DE RECEITA
 
 
O artilheiro Vanderlei – atualmente no Atlético Mineiro – já é uma realidade no futebol Brasileiro. Tornou-se conhecido por muitos ao ser artilheiro do Brasileirão da série B do ano passado, com 21 gols, defendendo as cores do Gama (DF). Carinhosamente foi apelidado de “Vandergol”, a soma de Vanderlei com o gol. Natural de Lauro Muller/SC, passou pelo Tubarão e Figueirense no seu estado. Em Brasília passou pelo Gama, e no Rio Grande do Sul suas principais equipes foram o Inter/SM, São José/PA, Glória de Vacaria e Farroupilha, de Pelotas. O atacante de 29 anos tem 1,87m e pesa 87 kg. Quando passou pelo Farroupilha no ano de 2005 – na época anotou 23 gols - e 2006 pelo Glória, deixou saudades. Com um jeito brincalhão fora de campo, sempre acompanhado com seu violão, agora é a esperança de gols do Galo mineiro para uma boa campanha no Brasileirão, no ano de retorno. E, a Redação do Futebol na Rede conversou com Vanderlei José Alves, que via e-mail respondeu algumas questões. Confira:
1- Futebol na Rede: Vanderlei, artilheiro no Farroupilha em Pelotas, do Gama em Brasília e agora tentando repetir o feito no Atlético Mineiro. É o teu melhor momento na carreira?

Vanderlei: Existem situações diferentes, pois cada momento vivido com alegria é sempre o melhor momento. Vivi momentos fantásticos no Farroupilha. Como também momentos favoráveis no Glória. Mas, eu diria que o meu melhor momento sem sombra de dúvidas foi no ano de 2006, sendo o artilheiro da série B do campeonato Brasileiro e melhor, 33 gols na temporada. Sendo 12 pelo Glória e 21 pelo Gama. Tive visibilidade no cenário nacional e internacional.

2- FNR: De reserva do Inter/SM a titular do Atlético Mineiro. Como foi esta mudança na sua vida tão rapidamente?

Vanderlei: Tenho o maior carinho pelo Inter/SM, pois lá estive - e não muito bem – por sinal. Cheguei pra resolver os problemas de gols e não foi isto que aconteceu. Joguei dois jogos como titular, e diria que faltou uma seqüência maior de jogos, pra desenvolver meu trabalho. Mas, serviu como experiência. O único gol que fiz com a camisa do Inter foi justamente contra o próprio Farroupilha, onde fui jogar no ano seguinte. Estive em outras equipes antes de chegar no Atlético Mineiro, é uma mudança e tanto né? Estou muito feliz pelo momento e espero aproveitar a cada momento vivido.

3- FNR: Terás o que tu sempre quiseste a série A de Brasileiro agora. Qual a expectativa tua? Quantos gols você planeja?

Vanderlei: A melhor expectativa possível, pois sempre planejei isto na minha vida. Sempre tive este sonho e é difícil acreditar que este ano terei a oportunidade de vestir à camisa de um grande clube do futebol brasileiro. Muitos e muitos ficaram pelo caminho, ou por indisciplina, ou por falta de oportunidades, ou por não ter tido sorte, ou por outros motivos quem sabe? Eu diria que já sou um vencedor por estar aqui hoje no Atlético. Não fiz planos com relação a gols, porque não me esqueço de que quando cheguei no Farroupilha disse que iria fazer de 15 a 20 gols. E, sempre fui cobrado por isto, a cada jogo me questionavam se iria atingir a meta ou não.

4- FNR: Tu foste um cara que ajudaste muito o Farroupilha em Pelotas e o Glória de Vacaria com teus gols. Quem chega num Atlético Mineiro é para nunca mais voltar ao interior do Rio Grande do Sul?

Vanderlei: O campeonato Gaúcho é muito equilibrado, pois me lembro quando estive nas duas equipes. No Farrapo não nos classificamos entre os 8 times por detalhe. Empatamos um jogo contra o Santa Cruz em casa e depois tivemos que vencer o Inter no Beira-Rio e acabamos perdendo por 2 a 0 e saímos fora da briga pelo título. No Glória foi exatamente parecido. Estávamos a uma vitória da classificação como também a uma derrota para o rebaixamento, para vocês terem uma idéia de como é equilibrado. Foram dois momentos importantes na minha vida. Também, para as duas equipes: Farroupilha e Glória. Momentos que guardarei para sempre na minha memória.

5- FNR: Sempre com o violão na mão andavas na época que passaste aqui no Rio Grande do Sul. Continuas tocando muito Bruno e Marrone? Como está o repertório hoje? Quando lança o teu CD (risos)?

Vanderlei: O violão é um instrumento que nas horas vagas sempre procuro tocar. Às vezes, toco todos os dias, como esqueço dele por um longo tempo. Não cheguei a evoluir muito com a música, mas dá para o gasto (risos). A música sertaneja sempre foi e sempre será minha favorita. Mas, estou procurando tocar outros ritmos porque os amigos também são exigentes. Mudei um pouco, agora com Armandinho, Papas da Língua, Jota Quest, entre outros. (Risos). É uma coisa para se pensar, depois que parar com a carreira de atleta profissional (risos).

6- FNR: Aqui em Pelotas o teu nome foi lembrado uma vez no Esporte Clube Pelotas, e algumas pessoas acharam que tu não servias. Foi mantido contato contigo para jogar no Pelotas alguma vez? Gostaria de jogar neste clube?

Vanderlei: Isto aconteceu antes mesmo de me transferir pro São José de Porto Alegre. Houve um pequeno contato com um empresário e ele me disse que o Pelotas estaria interessado no meu trabalho. Mas, as negociações não evoluíram e, portanto acabei disputando o Gauchão em 2004 pelo próprio Zequinha. Sempre deixei uma boa imagem nos clubes que passei e espero ser assim até o final da minha carreira. No momento, estou muito bem aqui no Atlético Mineiro. O futuro a Deus pertence.

7- FNR: E no Brasil de Pelotas?

Vanderlei: Como disse, estou muito bem no Atlético.

8- FNR: Qual tua maior ambição na carreira em curto prazo?

Vanderlei: Demos um passo importante rumo ao título do campeonato Mineiro aplicando 4 a 0 no primeiro jogo contra nosso maior rival o Cruzeiro. Ser campeão Mineiro seria uma das minhas ambições. Estamos nas quartas-de-final da Copa do Brasil também. Tenho a ambição de ser campeão desta competição também. E, no ano do Centenário do clube que possamos disputar a Libertadores da América. Em 2008, o Atlético Mineiro completa 100 anos de história e muitas conquistas.
9- FNR: Seleção Brasileira pensas? Está mais próximo agora que joga num time de série A de Brasileiro ou achas que precisa ir para o exterior para conseguir isto?

Vanderlei: O sonho de todo atleta é poder representar seu país. Não penso diferente. Se tiver oportunidade irei com o maior prazer. Hoje em dia o Brasil está carente de atletas com as minhas características e, portanto não custa sonhar. Preciso estar bem no clube de origem e depois pensar em uma possível convocação. A maioria dos atletas que estão na seleção joga fora do país. Com currículo, e certa experiência na seleção devido a outras convocações nas divisões menores. Sub15, sub17 e por aí vai. No meu caso é mais difícil, mas vou continuar trabalhando aqui no Atlético Mineiro e se um dia chegar a oportunidade estarei preparado.

10- FNR: Qual grande clube do país gostaria de atuar antes de ir para o exterior, se isto acontecesse?

Vanderlei: Sempre tive a convicção de que chegaria numa grande equipe, apesar de começar minha carreira com 19 anos no Tubarão/SC. Não passei pelas categorias de base, que hoje em dia são fundamentais para o crescimento do atleta. Já estou num grande clube, num grande centro, e estou feliz por estar aqui. Daqui só pro exterior. Tenho contrato até final de 2008, e espero cumpri-lo da melhor maneira possível, ganhando títulos.

11- FNR: Para encerrar esta entrevista Vanderlei, não poderia deixar de falar no gol que fizeste contra o Cruzeiro no clássico em que o Atlético venceu por 4 a 0, na primeira partida da final do estadual de Minas. Como você descreve?

Vanderlei: Estávamos vencendo o jogo pelo placar de 1 a 0, faltavam 15 minutos para terminar o jogo. Quando ia entrar em campo, Danilinho fez aquele gol fantástico encobrindo o goleiro Fábio e fazendo 2 a 0. Aos 45 minutos do segundo tempo fizemos o terceiro gol com Marcinho de pênalti. Na saída de bola Araújo tocou a bola para trás, e nós fizemos uma blitz. Pois, eles estavam com dois jogadores a menos. Cheguei na frente do zagueiro e dei um toque na frente, tirando ele da jogada e vi o goleiro Fábio olhando para o seu próprio gol. Aí, só tive o trabalho de tocar a bola para dentro do gol. Já que o Fábio estava de costas. Foi um fato inédito e que deu uma repercussão nacional e internacional.

Desde já agradeço a participação. Um grande abraço! Felicidades fiquem com Deus e até a próxima oportunidade.
Entrevista EXCLUSIVA concedida por Vanderlei ao site Futebol na Rede ao repórter Felipe Machado via e-mail.

Texto: Felipe Machado
Foto: site Atlético MG e Jota Éder
 

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